terça-feira, 11 de outubro de 2016

Startup Sueca cria chip de monitoramento de funcionarios. Novo passo da tecnologia? Evolução natural? Sinal dos tempos?





A maioria de nós já se acostumou a usar crachás, cartões ou senhas para entrar no prédio do escritório, pagar o ônibus ou fazer compras. Mas um edifício comercial em Estocolmo, na Suécia, quer que seus funcionários façam essas coisas usando um chip instalado sob a pele.
Elicio da Costa, que tem escritório nesse edifício, já abre a porta da frente aproximando sua mão do leitor de chip na parede. Lá dentro, ele faz o mesmo gesto para entrar nas salas do escritório e até acionar a máquina de fotocópia.
Ele é um dos que instalaram o pequeno chip de pequeno RFID (identificador de radiofrequência) na mão. Outras 700 pessoas que trabalham no edifício serão convidadas a fazer o mesmo. O objetivo é que, no futuro, o chip sirva para logar em computadores e até realizar pagamentos com o mero toque da mão.
O projeto é organizado por um grupo cibernético sueco, e os chips são implantados por tatuadores.
O jornalista de tecnologia da BBC Rory Cellan-Jones resolveu pôr a ideia à prova e instalou um chip em sua mão. Ele conta que a experiência lhe rendeu uma dor semelhante à de uma injeção, mas rápida.

Potencial

Hannes Sjoblad, que está levando a cabo o projeto no edifício sueco, incluiu até seu cartão de visitas em seu chip subcutâneo.
"Já interagimos o tempo todo com a tecnologia", ele disse. "Hoje é meio confuso – precisamos de senhas e códigos. Não seria mais fácil se usássemos apenas o toque das mãos? É bastante intuitivo."
Mas, ao testar o chip, Cellan-Jones descobriu que ele não é tão intuitivo assim. Para fazer a máquina de fotocópias funcionar, ele teve de contorcer sua mão. E muitos colegas de Sjoblad têm dúvidas quanto a aderir à novidade.
"De forma nenhuma", disse um jovem funcionário, questionado se tinha planos de implantar um chip na mão. Outra funcionária vê potencial na tecnologia, mas acha que não faz muito sentido usá-la apenas para abrir portas e ligar equipamentos.
Mas Hannes Sjoblad acha que o objetivo, no fundo, é maior que isso: preparar as pessoas para quando empresas e governos decidirem impor chips à população.
"Queremos entender essa tecnologia antes que eles venham e digam que todos devemos ganhar um chip – a Receita Federal, o Google ou o Facebook", defende.
Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/videos_e_fotos/2015/02/150130_chip_subcutaneo_pai



Não para por aí. Hoje brasileiros já estão testando a tecnologia conforme materia veiculada no tecmundo:



Hoje temos correntes contrarias e a favor de que o chip é realmente a marca da besta:

Contraria:

A marca da besta é um micro chip?

Muitas pessoas acreditam que a marca da besta, mencionada em Apocalipse 13:16-18 é um micro chip que será implantado na mão ou na testa das pessoas. Não há razões plausíveis para se crer nisso. Primeiro, porque um micro chip não representa um pecado em si mesmo. A Bíblia deixa claro que receber a marca é um pecado e quem a receber não entrará no reino dos céus. Então, a marca precisa ser algo pecaminoso em si mesmo.

Segundo, porque o fato de eu ter um micro chip na testa ou na mão não diz absolutamente nada sobre meu relacionamento com Deus e minha fidelidade. Podemos imaginar sem dificuldades alguém que tivesse recebido o chip crendo em Cristo, vivendo uma vida reta, se negando a prestar culto a outros deuses e até morrendo por amor a Ele.

Penso que o micro chip aqui é o análogo de um marca-passo. Será que ter uma marca-passo implantado no corpo impede uma pessoa de ser um cristão genuíno e morrer por Cristo? Não. Não tem nada a ver. Então, qual é a relação entre "chip" e "ser um verdadeiro adorador" ? Nenhuma. Aliás, um micro chip não tem poder de obrigar ninguém a deixar de seguir a Cristo, ou a se curvar diante de outro deus. Um micro chip só tem poder de localizar uma pessoa, ou de servir como um documento único de identificação. Mais nada.

Terceiro, uma vez que o micro chip não é um pecado em si mesmo e que não tem relação alguma com nossa fidelidade a Deus, torna-se duvidoso que seja realmente a marca da besta. É pouco provável que Deus permitiria que algo que gera dúvidas se tornasse uma provação para o seu povo. As coisas de Deus são claras. Sabemos exatamente o que é certo e o que é errado fazer. Então, devemos esperar que a marca também seja algo que não deixe dúvida alguma.

Finalmente, é uma regra básica de interpretação da Bíblia procurar respostas para suas profecias primeiramente na própria Bíblia. Então, antes de apelar para o micro chip, o que será que a Bíblia diz que pode nos ajudar a entender mais sobre a marca da besta? Vamos ver isso. Mas antes, pense comigo: para que serve uma marca? Bom, uma marca serve para identificar a quem pertence determinado objeto ou ser.

Os fazendeiros, por exemplo, marcam seus cavalos, bois e vacas com a inicial de seus nomes. A marca serve para mostrar a todos que aquele animal pertence a determinado fazendeiro. Quando vou ao mercado e compro um biscoito da Piraquê, a marca Piraquê indica que aquele biscoito pertence à empresa Piraquê. Entendido isso, podemos dizer que a marca da besta tem como objetivo identificar que uma pessoa pertence a besta.

Agora, entramos na Bíblia. Em Apocalipse 7:1-3 e também 9:4, lemos que existe um selo de Deus e que antes do fim, os servos de Deus serão selados na fronte. Um selo é uma marca. Tem o mesmo objetivo: identificar a quem pertence determinado ser ou objeto. Então, temos em Apocalipse um selo que identifica que uma pessoa é serva de Deus e uma marca que identifica que uma pessoa é serva da besta. O selo se opõe à marca. A marca é uma falsificação do selo. Mais uma razão para não crermos que a marca é um chip. A falsificação deve ser semelhante ao original, mas diferente. Então, a marca deve ser semelhante ao selo de Deus. Mas o que são o selo de Deus e a marca da besta?

A passagem de Ezequiel 9:3-11 nos ajuda a entender melhor. Ela narra uma visão que o profeta teve em que Deus dizia a ele para marcar com um sinal na testa as pessoas que suspiravam e gemiam por conta das abominações que se faziam em Israel. Ou seja, os servos de Deus. Todas as pessoas que não fossem marcadas com o sinal de Deus seriam mortas. E assim se fez na visão do profeta. Tratava-se de uma alegoria, que exortava o povo a abandonar seus graves pecados e serem servos de Deus. O que é importante nesse texto é a menção ao sinal. O sinal serve, no texto, para identificar quem pertence a Deus. Interessante, não?

Pergunto: qual é a melhor maneira de você demonstrar se pertence a Deus ou não? Através dos seus atos. Jesus diz que árvores boas dão bons frutos, árvores maus dão maus frutos (Mateus 7:15-23). Diz também que quem o ama, guarda os seus mandamentos (João 14:15 e 21). Tiago afirma que a fé sem obras é morta (Tiago 2:14-26) e que os mandamentos morais de Deus continuam valendo (Tiago 2:8-12). Paulo oferece duas vezes uma lista de pessoas que não entrarão no céu, caso não se arrependam e larguem suas más obras (I coríntios 6:9-10; Gálatas 5:19-21). Consta na lista homicidas, adúlteros, beberrões... Enfim, pessoas que transgridem a lei moral de Deus.

Continuando a saga, em Apocalipse 12:17 e 14:12 somos informados que o povo de Deus, que é perseguido por Satanás, se caracterizado por aqueles que "guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus". João diz que quem afirma conhecer a Cristo, mas não guarda seus mandamentos, é mentiroso (I João 2:4-6). O mesmo João define pecado como "a transgressão da lei", ou, no original grego, "anomia" (I João 3:4). Paulo diz que somos salvos pela graça e criados em Cristo para praticar boas obras (Efésios 2:8-10). Em suma, nossos atos testificam se somos servos de Deus ou não.

É plausível inferir, portanto, que o selo de Deus é uma postura que envolve guardar os mandamentos morais de Deus, enquanto que a marca da besta é uma postura que envolve transgredir os mandamentos morais de Deus.

Aqui as coisas ficam interessantes. Por quê? Porque na Bíblia há dois exemplos de decretos governamentais que ordenaram às pessoas a quebrarem um mandamento de Deus. O primeiro decreto está em Daniel 3. Neste capítulo vemos que o rei babilônico Nabucodonossor constrói uma estátua gigante de si mesmo e ordena que todos se prostrem diante dela e a adorem. Três amigos de Daniel resolvem não fazer isso, pois atingia diretamente dois mandamentos de Deus: Não adorar outros deuses e não adorar imagens (Êxodo 20:3-6). Como resultado foram condenados à morte pela fornalha de fogo (mas, foram milagrosamente salvos por Deus).

O segundo decreto está em Daniel 6. O rei Dario ordena que durante um mês todas as orações do povo não fossem feitas a nenhum deus, mas apenas ao próprio rei. Daniel resolveu não respeitar o decreto, pois atingia os mandamentos de adorar apenas a Deus (Êxodo 20:3-6). Como resultado, foi condenado à morte em uma cova de leões (mas, foi milagrosamente salvo por Deus).

Então, perceba: em dois casos, governos imprimiram decretos que impunham ao povo uma prática que era contrária a um mandamento moral de Deus. Ou seja, o decreto era, indubitavelmente, contrário à lei de Deus. Era pecaminoso em si mesmo. Podemos dizer que, nesses casos, cumprir o decreto era receber a marca do governo. Descumprir o decreto era honrar a Deus, recebendo assim o selo, ou sinal de Deus. Marca, selo e sinal são símbolos de posturas. Nossa postura define a quem nós pertencemos.

A marca da besta não será um chip, amigo. Seguir a Deus será muito mais difícil do que meramente deixar que coloquem em você um micro chip. Isso é fácil. A marca da besta será uma atitude, imposta por lei, que se for cumprida, transgredirá diretamente um mandamento moral de Deus. O selo de Deus é a atitude oposta, de cumprir os mandamentos de Deus mesmo quando isso significa infringir um decreto humano e ser condenado.

Mas qual exatamente será o decreto? Que mandamento de Deus será infringido por esse decreto? Eu sei a resposta. Ela está na Bíblia, como sempre. Mas isso fica para outro post.
Fonte: http://mundoanalista.blogspot.com.br/2015/06/a-marca-da-besta-e-um-micro-chip.html



a favor:
Link: http://www.espada.eti.br/n1316.asp


Agora pergunto: A implantação do chip é ou não um sinal dos tempos ou apenas uma modernização natural da tecnologia?



Você já conhece o curso on line do Pr. Caio Fábio? Não perca tempo, o curso tem vagas limitadas, corre e se inscreva!


Dica de curso on line com um dos maiores pregadores brasileiros. Caio Fabio




Esse curso traz pra voce hoje, uma experiencia unica de conhecimento pleno sobre os reais designios de Deus, sem rotulos e dogmas. Você que procura a verdade pura da bíblia, sem mácula, interesses obtusos e pre conceitos, essa é a sua oportunidade. 


IMAGINE voce hoje recebendo o conhecimento de mais de 40 anos de evangelho sem rotulo, simplificado pela excelente palavra desse grande preletor. 

É isso que você terá HOJE!





Porque entrar em um curso on line para ouvir pregações/ensinos que posso ter acesso atraves de outras pregações similares de outros pregadores também conceituados? exatamente pela personalização da mensagem que voce receberá. e do curriculo de Caio Fábio.

Caio Fábio D’Araújo Filho ainda é uma das principais personalidades do universo cristão contemporâneo, conhecido no Brasil e no exterior. Não é para menos. Com um ministério evangelístico extraordinário, dono de uma oratória diferenciada devido à erudição aliada à espiritualidade, foi amado por pentecostais e tradicionais, tendo sido considerado um verdadeiro porta-voz da igreja evangélica brasileira. Um Francis Shaeffer tupiniquim, um Billy Graham brasileiro como queriam alguns.
Não foi o caso..

Caio teve uma carreira ministerial meteórica. Inserido numa grande e respeitada denominação, foi incentivado a ir além dos limites denominacionais. Escritor profícuo, também dirigiu vários congressos com ênfase na ética ministerial, espiritualidade, integridade cristã e vida familiar. Suas pregações (em fitas cassetes na época) espalharam-se por todo território nacional. Conheço pessoas que chegaram a ouvir a mesma mensagem várias vezes, tamanha era a unção com que ministrava. Expunha o Novo Testamento com maestria e seu tema central sempre foi JESUS. Um de seus trabalhos mais bem escritos (segundo meu ponto de vista) foi o opúsculo: “Seguir Jesus: o mais fascinante projeto de vida”. Esse Caio Fábio dedicou-se a uma Igreja (não à denominação) que não o merecia, e foi engolido pelo sistema evangelicalista. Transformado “em coisa”, foi um depósito de ética a um povo que mal sabia o que essa palavra significava. Içado a uma posição acima de sua humanidade, sucumbiu desgraçadamente, sendo vitima e vilão de si mesmo.


"Caio Fábio Exclusivo - Antes de Tudo, Reconexão" é um curso ministrado pelo Pastor e Psicanalista Caio Fábio, cujas aulas em vídeos serão ministradas em 3 módulos e entregues diariamente, no início da manhã, na área de membros e exclusivamente para os assinantes. 
Os módulos serão: 
1) Reconexão em Deus, 
2) Reconexão em si mesmo e 
3) Reconexão entre nós. 

O curso atenderá às necessidades dos participantes, os quais poderão propor questões e terão aulas ao vivo em webinarios exclusivos. O objetivo do curso é levar o assinante a alcançar uma vida plena de significados do bem, e liberta de culpas e neuroses, e desenvolver relacionamentos sadios em todas as áreas da vida. Conhecido internacionalmente, autor de centenas de livros e mentor do movimento não-religioso "Caminho da Graça", Caio Fábio é modelo do significado de seguir os ensinos do Evangelho sem religião.








segunda-feira, 10 de outubro de 2016

A escola do deserto

Informado desse caso, procurou Faraó matar a Moisés; porém Moisés fugiu da presença de Faraó e se deteve na terra de Midiã; e assentou-se junto a um poço. Êxodo 2:15
Não é difícil acreditar que foi Deus mesmo quem comoveu o coração de Moisés quando este viu os sofrimentos do povo de Israel. A sensibilidade ao espiritual, transmitida pelos seus pais, não se perdeu durante os anos na corte de Faraó. Entretanto, ainda não ele havia aprendido uma importante lição: os planos de Deus não podem ser implementados segundo os métodos humanos, conforme diz a epístola de Tiago: “…a ira do homem não produz a justiça de Deus” (1:20).
Para que Moisés pudesse aprender essa lição valiosa foi necessário que passasse pela escola do deserto. Havia nele confiança demais em sua própria força, o que o desqualificava para servir aos propósitos do Senhor. Deus teria de trabalhar profundamente em sua vida. Ali, no deserto, passou longos anos. O fervor e o zelo que o levaram a assassinar um homem, lentamente se dissiparam, deixando em seu lugar a vida calma e simples de um pastor de ovelhas. Quando todos os anelos e sonhos desapareceram do seu mundo interior, Deus o visitou e lhe deu a missão de libertar o povo de Israel da escravidão no Egito.
Observe como os caminhos de Deus são estranhos. Quando Moisés quis servi-lo, o Senhor não lhe permitiu, e quando o profeta já não tinha qualquer interesse, Deus o obrigou a assumir uma tarefa. Isto porque Deus não enfatiza as nossas ações, mas o nosso caráter.
O grande evangelista Dwight Moody, falando sobre este profeta, disse certa vez: “Nos primeiros 40 anos de sua vida, Moisés pensava ser uma pessoa importante. Nos 40 anos seguintes, descobriu que era insignificante! Nos últimos 40, viu o que Deus pode fazer com um ‘ninguém’”. Que admirável resumo da ação do Senhor na vida do profeta!
Todo líder deve aprender esta lição. Deus não precisa dos nossos planos, nossas habilidades, nem dos nossos esforços. Não necessita sequer do nosso zelo, como o apóstolo Pedro teve que descobrir. Ele espera, apenas, que nos coloquemos em Suas mãos para nos conduzir e mostrar as atitudes e o comportamento que espera de nós. Esta entrega é muito custosa ao ser humano, porque temos nossas próprias ideias sobre a melhor maneira de agradar a Deus.
Para pensar:
Como é tentador para nós, pastores, fazer planos e depois pedir para Deus para abençoar os nossos esforços. É muito mais difícil esperar no Senhor e apenas avançar sob o Seu comando. Não devemos perder de vista, no entanto, que o homem, totalmente entregue a Deus, é o instrumento mais poderoso para que os projetos que estão no próprio coração do Senhor avancem. Não se apresse!
–Christopher Shaw (Meditação 24 de fevereiro)

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Evangelho conquistador, transformador ou libertador?






“...estes que tem transtornado o mundo chegaram até aqui.”
Atos 17.6-B

Texto interessante. No caso, essa foi uma acusação de judeus da antiguidade contra Paulo e Silas na igreja de Tessalônica. Resumindo: os dois missionários tinham chegado nesta cidade e, por três sábados consecutivos, pregaram o Evangelho na sinagoga judaica. O discurso de salvação e libertação tinha conquistado a simpatia de muitos e o furor de muitos outros. Em meio a esse contexto ouve-se: A notícia de um Evangelho (boas novas) está transtornando o mundo. Transtornando? Por quê? Por que ele transformava!
Por onde era anunciado esse Evangelho, este transformava pessoas, rotinas e cidades. Jesus arrastava multidões que buscavam seus ensinamentos, milagres e sinais. Depois de sua morte e ressurreição seus principais discípulos continuaram seu trabalho com a mesma intrepidez e prodígios. Inúmeros sinais e milagres os acompanhavam trazendo novamente, multidões de novos cristãos. Seus princípios de igualdade e caridade fizeram com que os primeiros cristãos se ajudassem mutuamente, praticando de fato, a unidade cristã.
Tenho três irmãos e uma irmã. Tudo que eu tenho, compartilho com eles, sendo um Condomínio (compropriedade) limitado, assim como, aquelas coisas que são deles, tenho liberdade de usá-las com os seus consentimentos. Isso são coisas normais em qualquer família, e era uma normalidade na igreja primitiva. Tudo aquilo em que um irmão necessitava, o outro supria. Unidade comunitária espiritual. Vale salientar que nada era feito de forma coercitiva, mas com inteireza e sinceridade sem reservas. Essa foi uma das primeiras transformações sociais trazidas pelo evangelho, pois vivia-se sob o domínio romano, com uma política extremamente elitista e escravocrata.
A transformação das mentes e princípios daquelas pessoas fizeram uma grande revolução social, trazendo assim, visibilidade sobre aqueles que eram diferentes de todos os outros.  Denominaram  então essas pessoas de cristãs (primeiramente de forma irônica), pois tinham princípios e atitudes que se assemelhavam com o caráter de Cristo.
A transformação de pessoas atraiu toda uma sociedade. Mas vem a pergunta: O evangelho se transformou com o passar do tempo através da mudança da sociedade, para se adaptar aos seus princípios? Não. Mas a igreja sim. A igreja negociou o que era inegociável, e acabou se adaptando aos anseios da sociedade que o evangelho tinha atraído, afastando-se assim, do evangelho puro e simples, e criando um monstro imenso fantasiado de evangelho, monstro esse que devorou muitos com sua fome de poder (adoção da igreja primitiva ao império romano, criando assim a Igreja apostólica romana).
Ok. E hoje? O evangelho ainda transforma? Claro! O evangelho é o mesmo. Mas as pessoas mudaram. O mundo mudou.
Novamente, com a mudança social, cria-se um novo monstro. O que o evangelho tem que conquistar o mundo, adquirindo para isso, valores alheios ao evangelho. A igreja tá a cada dia mais parecida com o mundo e menos com o evangelho. Têm-se criado versões gospel de tudo que existe no mundo, para tornar a igreja mais atrativa àqueles que não desejam uma mudança de vida e caráter. Não falo de musica, vestimenta, hobbys e etc. mas de comportamento cristão. O monstro chamado “gospel” tá devorando muitos que, inocentemente, acabam não conhecendo o evangelho puro e simples. Atualmente coloca-se o selo “gospel” para dar legitimidade para certas coisas fora do evangelho e marginalizar o que não se encaixa nesse contexto mercadológico.  
 Hoje busca-se que o evangelho  “conquiste” o mundo. Então, valores diversos da palavra têm sido misturados ao evangelho para torná-lo mais “pop”.  Hoje não se muda “COM O” evangelho. Hoje se muda “O” evangelho. O discurso: “...Deus te quer como estás..” impera. É claro que Deus nos quer como estamos, mas Ele quer nos moldar, forjar, transformar. Relativiza-se a palavra para que, ela se adéque à nossa vida e não a nossa vida se adéque ao evangelho. As igrejas buscam conquistar o mundo e se esquecem de transformar o mundo e libertar cativos com o poder salvador de Cristo.
Deus não quer conquistar o mundo. Jesus não morreu na cruz para conquistar o mundo. Ele morreu para libertar o mundo. O evangelho liberta pra transformar e não se transforma pra libertar. Quando tentam transformar o evangelho, ao invés de libertar cativos, tornam-se escravos de suas buscas pela aparência do “cool”. Tornam-se escravos de sua própria transformação. O relativismo exacerbado tem criado inúmeras doutrinas, costumes, mitos, jargões, crenças e famas diversas da palavra genuína de Deus. Tem trazido também para a sociedade uma imagem deturpada do que é ser cristão. Hoje ser cristão não é ser diferente, mas ser igual a qualquer um. Não se é mais luz. Não se é mais sal. Não há mais libertação, pois já que se adapta ao mundo, se adapta aos vícios, vontades e costumes pré-existentes. Da mesma forma que na idade média a igreja se adaptou ao paganismo, hoje se adapta a um paganismo maquiado.
Hoje, o acreditar que Deus existe é o suficiente para ser “filho de Deus”. Satanás acredita. Ele é filho de Deus? Não, é uma criatura já condenada ao tormento eterno assim como todos aqueles que não deixarem de ser criaturas e se tornarem filhos, pois, só os filhos dEle, lavados e remidos pelo sangue do cordeiro serão aceitos por Ele no dia do juízo. O simples acreditar que existe um Deus não é o suficiente. Acreditar em Deus não o faz ser filho dEle, mas a entrega da sua vida ao Senhor através do reconhecimento do sacrifício de Cristo, sacrifício esse que traz remissão de pecados e reconhecimento de filiação de Deus. Temos que crer. Ter fé no Deus altíssimo e essa fé é provada com nossa transformação diária que é a santificação.
Deus não quer que fiquemos do jeito que estamos. Ele nos quer libertos do pecado e transformados nEle e por Ele.


Fabiano Ferreira